I hope this life don't get you down This dirty old time in this dirty old town And if you're feeling instructive There's something to do Sometimes we get confused
I'm confused
If I wrote about you anyone would've believe that you're real. I'm confused! I just want to keep this feeling that we met to make each others lives lighter?, better?, sweeter? Thanks for showing up and make me wanna clean up my room, because now I know that someday soon, somehow, someone is going to find that door openned.
Ele era aquele menino, que me fazia sorrir com as teorias dele sobre viver a vida ao contrário ou as cores das vacas. Que se punha sempre do lado dos carros quando passeávamos à beira da estrada. Que me levava às cavalitas, mesmo sabendo que lhe apertava demais o pescoço. Que me levava de mota a casa e me dava o capacete, levava com o vento gelado e ficava com os olhos a chorar como se tivesse cortado mil cebolas. Que me levava a casa a pé e depois se ia embora a correr e eu ficava a vê-lo e a rir até ele desaparecer. Que me aquecia as mãos naquelas manhãs geladas. A quem eu guardava sempre o lugar no autocarro e que desenhava nos vidros embaciados. Que me contava segredos nas noites de sábado. De quem sempre me custou despedir, mesmo depois de termos passado o dia inteiro juntos e sabendo que o ia ver de novo no dia seguinte.
Como posso eu odiar-te, depois disto?, ou mesmo querer esquecer-te? Não quero. Muita coisa aconteceu depois, fomos matando a inocência destes momentos e tudo se tornou estranho e físico. Mas foi a história mais bonita que eu vivi! E sim, eu sei que ali não voltamos, estamos feios agora, de costas voltadas...
E desculpa, desculpa escrever sobre ti outra vez, sei que não gostas nada e prometo que é a última vez. Mas tinha de dizer que é assim que para sempre te lembrarei, meu querido, como quando éramos um para o outro, os MELHORES amigos.
E disse ele, que era uma amizade com muita cumplicidade e não sei mais o quê, quando o julgamento começou e agora terminou: culpados os dois e o veredicto é: ALA!
"Between the click of the light and the star of a dream"
... e tenho saudades desse lugar onde vou para estar comigo, para pensar, para chorar e saio de lá sempre com a mesma sensação de tranquilidade, mesmo sabendo que não tarda vou querer muito voltar para estar comigo, para...
Quando antes ficava com um nó na garganta por ter de lhe dizer coisas "más", ontem tremiam-me as mãos, sentia o coração bater como uma bomba-relógio prestes a explodir, as lágrimas escorriam-me pela cara quando escrevi o que devia ter dito há muito, muitas vezes. Voltar atrás não se pode, se me arrependo?, sim, ficaram tantas boas razões por dizer, ... e agora já não sei se consigo.
"Fiz a comunhão solene p'ra pensar na vida já tenho idade Mãe quero ir ganhar dinheiro, pai quero ir para a cidade (...) E assim, sair daí, olhar p'ra trás pensamento em frente em frente não havia mais nada não"
Mãe da EL: Vens comigo à missa? EL: Vou pois... Mãe da EL: Mas não te ris! EL: Não prometo nada... Mãe da EL: Vou levar umas moedas. EL: P'ra quê? Não se dá dinheiro à igreja! Mãe da EL: P'rás almas do purgatório. EL: P'ra que é que as almas do purgatório precisam de dinheiro? Mãe da EL: P'ra irem p'ró céu! EL: Quanto dinheiro levas? Mãe da EL: 50 cêntimos. EL: Oh, é barato o bilhete!
Se calhar ainda não é a altura certa para escrever sobre ti, mas até agora temos vivido de "se's", não é?
Que mais dá?, esta é só uma carta de vaidade, para mostrar que tenho uma pessoa que é mais do que isso, por isso não posso dizer o nome, tem superpoderes!
Tem o poder me fazer gostar mais de mim e da minha vida, de afastar os meus medos, acreditar nos meus sonhos e até já me fez levitar! Nestas coisas de aventuras de super-heróis há sempre peripécias já se sabe, mas até agora temos derrotado todos os maus da fita, monstros, bruxas, fantasmas, até nuvenzinhas brancas!
Há uma música da minha infância que me faz lembrar dele, sempre. Quando volto atrás e me lembro desses tempos agora, ponho-o lá, nem que seja num cantinho, é que já nem as recordações têm a mesma piada sem ele.
Its gonna take a lot to drag me away from you Theres nothing that a hundred men (or girls) or more could ever do I bless the rains down in africa (or wherever) Gonna take some time to do the things we never had
Não me quero lembrar de como me sinto sem essa pessoa, porque o sei!, e é insuportável...
Mas agora também sei, que leve o tempo que levar, há-de aparecer um vidro embaciado, e lá estaremos eu e tu para escrever aquela frase...
ala | s. f. | interj. 3ª pess. sing. pres. ind. de alar 2ª pess. sing. imp. de alar
ala
s. f. 1. Fileira. 2. Flanco. 3. Corpo de edifício em plano posterior ao da frente daquele a que está junto. 4. Metade de um batalhão. 5. Bot. Énula-campana 6. Ant. Asa. interj. 7. Eia! Fora daqui!
alar - Conjugar
v. tr. 1. Fazer subir (alguma coisa) por meio de cordas. 2. Puxar ou conduzir à sirga. 3. Formar em alas. v. intr. 4. Fugir, andar. v. pron. 5. Subir, elevar-se. 6. Ter grandes aspirações. adj. 2 gén. adj. 2 gén. 7. Da asa. s. m. 8. Rede para pescar lampreias.
Qual escolho? Dizem que hoje anda praí uma nuvenzinha branca...
Chegar ao Soito, passar pela loja para ir ver a mãe, passar pela padaria, para trazer pão quentinho, passar pela igreja. Chegar a casa e ir à varanda ver a serra. A vida seguirá o seu curso natural depois disso.
Desejo a todos o que quero para mim: muita praia e/ou piscina, muitos McFlurys Kit Kat, muita música, muita cor e... muito sexo! Vai ser um belo verão... Nesta altura começamos todos a assobiar o genérico de "Verano Azul". E depois ouvimos a banda sonora do meu verão, sim?
"You know my love This was no dream of mine Why don't you lay your head down in my arms, in my arms..."
Karma police, Ive given all I can, its not enough Ive given all I can, but were still on the payroll This is what you get, this is what you get This is what you get, when you mess with us And for a minute there, I lost myself, I lost myself
AND FOR A WEEKEND THERE I LOST MYSELF, I LOST MYSEEEEEEEEELF!
Deu para perceber pelo post anterior que tenho mau acordar. A explicação foi dada pela minha colega de casa, às 8:15. M: EL, temos um vizinho esquizofrenizante, vou matá-lo! EL: Não! Quem o vai matar sou eu!
E não, ninguém matou ninguém. Na verdade até:
It was a beautiful day Don't let it get away Beautiful day
Touch me, take me to that other place Reach me, I know I'm not a hopeless case
E agora vou dormir na minha caminha, com a ninha almofadinha e ter sonhos com todas as palavras em diminutivos (sim, sou eu a esquisitINHA da gramática).
Já não me lembrava como a raia cheira bem nesta altura, a maia e rosmaninho (desculpa Tracey, eu levo-te um pouco de raia, prometo). No caminho ouvi isto (ele é um nadinha panisgas, mas a letra diz-me muito):
I'm staring out into the night Trying to hide the pain I'm going to the place where love And feeling good don't ever cost a thing And the pain it feels a different kind of pain
I'm going home back to the place where I belong Where your love has always been enough for me I'm not running from. No, I think you've got me all wrong I don't regret this life I chose for me But these places and these faces are getting old So I'm going home Well I'm going home
But your love remains true and I don't know why You always seem to give me another try
pleeeeeeaaaaaaseeeeeeeeeeeeee Amanhã vou certamente acordar mais bem disposta, estou no meu Soitinho, debaixo do mesmo céu...
Quando se falava da infância, senti um certo tom de menosprezo quando me perguntaram se já tinha visto o mar antes de vir para Lisboa. Certo não tive aulas de natação, de judo, de música, de balé, não ia todos os fins-de-semana a um centro comercial. Como poderia eu ter sobrevivido na "santa terrinha"?
E eu respondi assim: Alguma vez andaste de burro ou de cavalo?, (e riram-se); alguma vez apanhaste boleia numa carroça?; alguma vez subiste a uma árvore para apanhar fruta?; alguma vez jogaste às escondidas num campo de cereais (para que percebessem)?; e às escondidas à noite com 5 anos?; saías de casa sequer?; alguma vez mergulhaste num rio?; alguma vez roubaste cerejas e foste comê-las para a ribeira com os pés na água?; alguma vez te sentaste no alto duma serra e a tua vista alcançava muito mais do que meia dúzia de prédios?; alguma vez pegaste num borrego (vulgo carneiro bebé pfff) ao colo?; já viste neve, mas alguma vez viste nevar?? E estas são só algumas das vezes que eu fiz o que tu nunca fizeste e que tornaram a minha infância mais feliz do que a de qualquer criança criada na cidade. E não tenho ido ao meu Soitinho, por razões mais fortes do que tudo o que escrevi acima, mas nunca deixará de ser a minha casa, o meu lugar no mundo, o meu mundo, a minha terrinha que, de facto, é santa. Mas está para breve, irei àquele lugar onde sempre vou, fazer bolinhas de sabão, para sentir que ainda sou uma criança.
A vida é do acaso e o acaso é do fado...
"The future teaches you to be alone The present to be afraid and cold So if I can shoot rabbits Then I can shoot fascists
And if you tolerate this Then your children will be next And if you tolerate this Then your children will be next Will be next Will be next Will be next
Gravity keeps my head down Or is it maybe shame At being so young and being so vain"