SBSR - estádio do Restelo nunca mais! Filas de mais de 100 pessoas para tudo, menos para a cerveja, da qual eu não gosto. Não bebi café. Fui à casa-de-banho dos homens.
O recinto em si estava espectacular, mas os recursos escasseavam...
À entrada, não havia mapas, nem descrição nenhuma do recinto, nem do horário, nem meeting points, apesar de estar tudo bem sinalizado mas mesmo assim... A meu ver este festival, a continuar assim, está mesmo condenado a desaparecer.
Tive uma vontade incrível de apalpar o cu às pessoas vestidas de garrada de Orangina que andavam para lá a distribuí-las. O cu do fato, do fato...
Não vi Bettershell, cheguei lá pouco passava das 18H e nada, nem sei se actuaram. The Walkmen, pouca gente, deitadinha no chão, a levar com o sol nas ventas, aquilo é que foi um concerto de verão. Mas claro que foi mais calminho. Mesmo assim On the Water, para mim, que tenho uma ligação afectiva com a música.
B. Carlile foi a tortura!, a senhora bem tentava, mas não havia como. Se bem que havia lá muitas "mães" a ver este concerto. Só gostei duma coisa, terminou com Hallelujah, com um timbre bastante soft para ela, até não esteve mal. Não posso dizer que esteve bem em desconta de ter morto a Creep de Radiohead! Ela disse mais do que uma vez que nunca tinha actuado para tanta gente, nessa altura ainda nem deviam ter chegado metade das pessoas. Eu, se fosse a ela perguntava-me porquê...
Mando Diao foi dançável. Foi uma animação, tirando a parte de que o vocalista e o guitarrista estavam sempre a partilhar o micro, dando um ar absolutamente homossexual àquilo, motivo pelo qual as meninas do coro (haha) foram as que apareceram durante mais tempo nos ecrãs gigantes.
Duffy é uma senhora, para quem acha que ela é muito pimba (não pop, porque pop - claro que há excepções, como em tudo - é tudo menos uma ofensa para quem seja minimamente musical), não, não é. É muito vintage até. Para além duma voz fantástica, tem muuuuuuito soul, literalmente. Gostei. Para além disso, uma apreciação à menina: há quem diga que ela é feia, eu acho-a linda, mesmo. Tem maquilhagem e tal, mas se lha tirássemos tenho a certeza que continuaria com a mesma expressão de míuda e o mesmo sorriso contagiante.
The Killers, para descrever a grandiosidade digo: concerto duma vida!, chega?
Nem que eles tivessem cantado mal, ver e ouvir aquele mar de gente em sintonia foi qualquer coisa de muito poderoso. Foi transmitido?, nem sei...
Afinal começou com Human, mas This is Your Life veio logo a seguir. E tivemos tudo a que tínhamos direito: Day and Age pouco, For Reasons Unknown, Read my Mind, All the Things that I've Done, Smile Like You Mean It, Somebody Told Me, Mr. Brightside, terminaram com When We Were Young... Com um power fuuu.
O Brandon estava bastante emocionado, disse que pedia desculpa por terem demorado tanto a virem cá e que prometia que não passaria tanto até voltarem (ah, grande público português). Tanto que, quando terminaram a Spaceman, um dos pontos alto da noite (não consigo escolher um), apagam-se as luzes, ele aparece ao piano, a terminar em jeito de slow, mas nós continuámos com os Oh oh oh oh's e ele tava com um sorriso de orelha a orelha, foi falar com o resto da banda e repetiram-na imediatamente a seguir! Só por aqui dá para perceber um pouco da energia que se sentiu naquele estádio.
A companhia não estava nas melhores condições, mas fiquei ao lado duma menina, que nunca vi mais gorda e conversámos durante todo o concerto.
Adoro a maneira como ele dança, parece um garoto. E mudei de opinião, fica bem melhor sem moustache...
Para quem não foi: perderam o concerto duma vida...
Uma pequena amostra: