quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Os habitantes de Cova da Moura realizaram seis documentários sobre o bairro. Pensa-se agora em fazer uma série sobre a zona.

Good movies season

Acabou o tempo dos blockbusters e agora chegaram os filmes a sério. Já vi «Expiação», e gostei. Próximos a ver (por ordem de estreia):
- «3:10 to yuma» (Estreou a 24 de Janeiro)
- «Sweeney Todd» (31/Janeiro)
- «Sedução, Conspiração» (31/Janeiro)
- «In the valley of Elah» (7/Fevereiro)
- «Gone Baby Gone» (7/Fevereiro)
- «There Will Be Blood» (14/Fevereiro)
- «Michael Clayton» (21/Fevereiro)
- «No country for old men» (28/Fevereiro)

É claro que não vai haver dinheiro para isto tudo, mas vá, há outras formas de ver filmes sem ser no cinema.

(Ps - Os vales de cinema do McDonald's na compra do Menu Chicken Mythic com Ice Tea podem ajudar)

Tendinha 2007

Se há um crítico com o qual me identifico em Portugal esse é o Rui Pedro Tendinha. A revista Premiere foi cancelada - onde todos os meses aguardava pela critica dele - o que me tem desenrascado é o site da extinta revista. Aqui fica a lista do Tendinha 2007 publicada lá:

 

 

1 – À Prova de Morte
2 – Inland Empire
3 – Cartas de Iwo Jima
4 – Promessas Perigosas
5 – Contado Ninguém Acredita
6 – Ultimato
7 – Assalto e Intromissão
8 – Pecados Intimos
9 – En Soap
10 – Eu Sou a Lenda

(Rui Pedro Tendinha)

 

(O À Prova de Morte ficou sublinhado não sei porquê.)

(Raios... outra vez!)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Vilões

Hoje quero mostrar uma pequena curta-metragem que se fez aqui para os meus lados. A obra de Ivo Silva foi um trabalho para Teoria da Montagem, do Mestrado em Realização da UBI.


Primeiro os efeitos visuais estão assombrosos. Os falsos movimentos de câmara encaixaram na perfeição. O som deu ainda mais força aos efeitos. A montagem está também ela ao nível de tudo o resto. Mas, caraças, o chroma está bem bonito, não está?

Ah. E o genérico? Quase ao nível do Santuário.

Na página onde o vídeo está alojado Ivo Silva diz:

Added: January 28, 2008

Pequena curta-metragem, totalmente filmada com chroma screen.
Todos os actores foram filmados separadamente.
Este foi um trabalho para Teoria da Montagem, do Mestrado em Realização da UBI.
Foi filmado num dia, os efeitos foram feitos em 5 dias, e a montagem e sonoplastia foram feitos num dia. O genérico final foi feito em duas horas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

«O meu irmão está pr'ali morto»

Nacional

Não sei se é por estarem escritos em português, mas soam me muito estranhos estes títulos. Todo o bom cinéfilo português que por aqui passa deve conhecer alguns destes.

Eu, como sou bom rapaz, fiz uma compilação dos melhores títulos de filmes de motocross nacional:

Fim de Semana Lusitano 1 e 2

Eu , o Meu Marido e Sá Leão

Portugal Proibido

Portugal Tabou

Xana - Empresária Portuguesa

Vizinhas & Muito Mais

Incesto à Portuguesa

Férias Escaldantes em São Martinho do Porto

Passa Por Elas No Rossio

A Criadinha Portuguesa

Esposa Infiel

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

«Cloverfield»



Sempre disse que queria seguir jornalismo para chegar mais perto de quem admiro, e conseguir entender o mundo mais rápido que o tempo o leva. Nos dias em que não fazia nada, divertia-me a fazer "refresh" nos sites de "informação minuto a minuto", como o expresso e a reuters, e imaginava-me a descobrir assim muita coisa como eles. Agora contribuo para quem gasta furiosamente a tecla do rato, procurando saber mais e mais. E é bom.
Esta noite fui à ante-estreia do filme «Cloverfield», de que não esperava nada a não ser mais um comercial no género do Godzilla ou do King Kong. Um monstro a destruir as ruas de Nova Iorque?; mais um filme para a SIC exibir na modorra da tarde de domingo, pensava eu. Mas afinal não. A Lusomundo e a Yorn promoveram algo diferente: uma sessão de cinema no metro. Então lá fui, com o camera, fazer cobertura deste insólito. Li muito sobre o filme sem nunca descobrir a razão em concreto de ser lançado no metro, mas pensei que o barulho da estação pudesse dar mais realismo ao monstro de Mahnattan. Afinal a ideia do metro pouco importou, o filme em si é bom. Produzido por J.J. Abrams, criador do «Lost», e da «Vingadora», o filme conta com a emoção e suspense das mesmas séries (a verdade é que nunca as segui, mas sentia isso quando via). O filme documenta a fuga de cinco jovens ao monstro, no género «Handycam». Mas «Cloverfield» surpreendeu quem pensava que o filme não ia ter qualidade de imagem, como «O projecto de Blair Witch». O filme «Cloverfield» tem a rapidez da «handycam» mas a qualidade de uma câmara profissional, é mesmo um projecto a sério. E as reviravoltas que há nos dez minutos finais, deixam-nos sempre à espera do momento em que, como um vídeo "caseiro" normal, a câmara cai no chão e o filme acaba. Mas o realizador atrasa o momento, e com um registo extremamente moderno, as personagens salientam constantemente a importância de gravar aqueles instantes de total destruição de Nova Iorque. Há máquinas digitais e telemóveis em punho por todo lado, porque hoje em dia as pessoas não fogem só: tiram fotografias para mostrar aos amigos, mandam MMS ao mesmo tempo que as coisas acontecem, para mostrar aos amigos, nessa necessidade louca de mostrar que estão a viver algo completamente insólito, digno de filme e reportagem, fazendo inveja aos outros. Há também temas actuais e piadas com jeito. Confesso que também me conseguiu dar volta ao estômago, e quando isso acontece é sinal que o monstro não é mesmo ridículo e todo o terror não é gratuito. Gostei sim, e no final o Markl disse-me que também tinha gostado, que era um bom filme de série B. No início, o Rui Pedro Tendinha segredou-me que ainda não tinha visto o filme, caso lhe fosse pedir para desvendar um pouco, como crítico que é (espero que ele não leia isto, porque é o nosso segredo =)).
O monstro de «Cloverfield» é horrível, nojento, e enorme. Mas gostei. E mesmo que o Rui Pedro e o Markl nunca mais se lembrem de mim, nunca me vou esquecer do sorriso com que responderam à minha voz de miúda e ao meu metro e meio a fazer as perguntas mais simples e que toda a gente faz: "o que é que esperas/o que achaste do filme?".

Bem, e aqui fica a notícia sobre o evento...

Como um murro no estômago

Vinha eu toda contente da ante-estreia de «Cloverfield», fascinante filme de série B, quando pelas minhas leituras nocturnas me deparo com o título "Heath Ledger morreu". O Jim Morrisson morreu, o Jeff Buckley, e o Kurt Cobain também, e "nunca me custou", porque morreram antes de eu nascer ou, no caso de Kurt Cobain, ter tempo para saber o que eram os Nirvana. O Heath não era nenhuma personagem dos morangos com açúcar. Mais estranho é ser contemporânea a isto... Não sei, estas coisas não me costumam fazer confusão, mas a notícia do falecimento de Heath foi para mim como um murro no estômago. E arrepiei-me quando me lembrei que protagonizou o filme «Casanova»...

domingo, 20 de janeiro de 2008

Pavão heterossexual

Quando ficamos a saber que os pavões têm aquelas penas ridículas todas para impressionar as fêmeas que pensamos? "Que método tão gay de tentar comer uma gaja", não é? Vá, é o que eu penso (e o que tu, macho latino que me estás a ler, devias pensar). Mas... vamos lá a ver, não seria mais simples fazer como os pavões? Que nos saíssem umas penas todas pipocas e rabicholecas pelo rabo e tau... coito garantido? Porque é que temos de ser uma raça tão inteligente - e consequentemente mais complicada.

Bem, talvez o parecer a rainha de um desfile de carnaval brasileiro não seja o melhor exemplo.

E que tal ser como os pirilampos? Ou como os grilos? Não haveria porventura método de acasalamento mais simples? Sei lá, fazer o pino por exemplo. Ao mesmo tempo não era tão complicado e criaria na mesma uma selecção natural. Só os mais fortes espalhavam a semente. E nesta sugestão particular, quem ficavam a ganhar eram os Escoceses e o seu kilt. Vá, depende. Admito que a minha sugestão possa ter falhas (porque até O Padrinho as tem), mas trata-se só de um exemplo. Ou de um contra-exemplo.


Mas se calhar esta complicação tem toda a ver com o kamasutra (ilustrado ou não). Talvez quanto mais complicado for o chamamento da fêmea, mais posições sexuais se tem à disposição.

"A perfeição é um mito urbano"






Assim de repente

Eras capaz de namorar com uma rapariga com nome de homem? Ela não era perfeita, mas era boa. O suficiente para se adjectivar de boa. É que... caraças, enquanto passeava por um fórum chamavam a atenção para uma tal "Jaime". Nem cheguei a abrir, com medo de vir a dizer a um amigo "que a Jaime era toda boa". É que o artigo definido a podia passar despercebido. É que os artigos não são para brincadeiras.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

People's Choice

Ana Malhoa e Cristiano Ronaldo são as personalidades mais procuradas na internet. Youtube e Hi5 são os sites mais vistos. Ler mais, aqui.

Tetris

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Voar

Gostava mesmo de fazer isto.

Porque é o cão a abanar a cauda e não a cauda a abanar o cão

A história para este post é simples. Tive de fazer um trabalho abordando um problema ético de um filme. Por sorte, tropecei emWag the Dog antes de me decidir qual seria o filme. Aqui fica uma parte mais leve do meu trabalho com uma abordagem não tão séria:





O filme Wag the Dog – Manobras na Casabranca, em português – foi realizado por Barry Levinson em 1997 e protagonizado por Robert de Niro e Dustin Hoffman e acabou por se tornar numa das melhores sátiras à política dos Estados Unidos da América. Podendo até compará-lo com o filme de Kubrick, Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, ou ao The great dictator de Chaplin, tanto pela já referida sátira, como pela divertida faceta paranóica e claustrofóbica. A maneira utilizada pelo realizador para nos convencer é algo ortodoxa, usando o absurdo como arma. A menos de duas semanas das eleições presidenciais, eclode um escândalo na Casa Branca: o Presidente dos EUA é acusado por uma adolescente (ainda por cima escuteira) de "conduta sexual indecorosa", um caso que poderá pôr em xeque a sua reeleição, numa altura em que as sondagens lhe dão uma confortável vantagem de 17%...

Para evitar o pior é preciso abafar o caso e manter a opinião pública "distraída" durante onze dias. É então chamado de emergência Conrad Brean, um consultor político da confiança do Presidente. A solução encontrada é simples: "fabricar" uma guerra. Uma guerra "virtual" a que o chefe de estado americano possa depois pôr cobro, rápida e heroicamente e assim fazer esquecer o caso.

Apesar de não ser fácil encontrar um "inimigo", a escolha acaba por recair na aparentemente inofensiva Albânia. Mas é preciso mais, falta concretizar a ideia, dar-lhe espessura. Por isso, Conrade a conselheira de estado, Winifred Ames, recrutam Stanley Motss, um espalhafatoso produtor de Hollywood habituado a pôr em cena grandes espectáculos.

E juntos vão construir uma gigantesca encenação, um logro que a cada passo se torna mais rocambolesco: dos relatos das missões do misterioso (e inexistente) bombardeiro B-3 e das actividades militares suspeitas (e, claro, falsas) de terroristas albaneses às canções e mártires forjados, nada é demasiado inverosímil, porque, acima de tudo, o espectáculo tem de continuar.

De facto, quem verdadeiramente domina a democracia americana são os capitães da indústria, a estrutura política e os seus directorados, os "senhores da guerra" e, à sua volta, a corte mediática das celebridades e os muitos ricos.



Quando Conrad Brean, o consultor político, é chamado para abafar o caso do presidente com a escuteira e é confrontado com a história, pouco se preocupa com a verdade. Conrad demonstra-nos logo nos primeiros minutos do filme que não está ali para andar lado a lado com a verdade. Separa logo a política de verdade. O consultor manda desde logo antecipar uma outra notícia para abafar o escândalo. E como não pode ser uma notícia qualquer, a solução que acaba por ser encontrada é o país entrar em guerra. Uma guerra que não existirá para além do plateaux. A Albânia é escolhida porque supostamente nada se sabe sobre esse país – “que sabes sobre a Albânia?”.

Para encenar a estratégia delineada, Conrad procura a ajuda de um produtor de Hollywood convencendo-o a alinhar. A maneira de o convencer foi demonstrando-lhe o poder que tinha como consultor político e mostrando-lhe a força que as guerras têm: “Recordarmos os slogans mas não as guerras. Sabe porquê? Show business. Por isso estamos aqui”. Relembra-lhe várias imagens como por exemplo os cinco fuzileiros a levantar a bandeira americana no Monte Suribachi acrescentado: “Lembra-se da fotografia mas esqueceu-se da guerra” e “um vídeo dessa guerra e os americanos acreditaram nela”. A razão porque a guerra com a Albânia vai acontecer só vai ser decidida depois: “Pela liberdade? Não, eles querem destruir-nos”. Podemos concluir que esta “campanha” se vai basear não só na mentira, mas também na força da imagem.

A força da imagem desta dupla formada pelo consultor político e pelo produtor vai da preparação do mínimo pormenor à mais fina excentricidade. Para exemplificar isso está todo o trabalho de produção feito por Stanley Motss aquando da gravação da cena gravada em estúdio que mostrava uma inofensiva aldeã albanesa a fugir dos terroristas com o seu gato ao colo. Motss intervém até na escolha da raça do gato. E porque é que as imagens têm tanta força? Porque são particulares e concretas. Enquanto que as palavras designam conceitos gerais, as imagens são de cariz intuitivo e, portanto, de representações particulares. As imagens estão mais próximas da realidade e não há retórica que valha à realidade. Daí a dupla do filme preferir usar as imagens de uma guerra do que um discurso muito bem organizado do Presidente.

Quando a C.I.A. acaba com a suposta guerra na Albânia, Motss não dramatiza e vê dá logo a solução para o problema: “Isto é só a 1ª Parte: “A Guerra”. Agora precisamos de uma 2ª Parte”. E uma pessoa presente acrescenta: “Sabes o que isto parece? Os japoneses nas cavernas. Okinawa. Eles não acreditavam que a guerra tinha acabado”. Motss completa: “Um bravo soldado americano é deixado para trás. Um herói. Onde é que eu tinha a cabeça? Não podemos ter uma guerra sem um herói.” Ou seja, os momentos seguintes vão se centrar à volta do resgate do soldado deixado para trás como um sapato velho (Old Shoe – em inglês). Uma velha música é recordada para reforçar ainda mais o sentimento que vai comover o povo americano sobre o tenente que ficou para trás.

O funeral militar do soldado acaba mesmo por acontecer e comove toda a nação. E aqui, mais um pormenor: um cão acompanha o caixão. O cão é acrescentado à cerimónia para demonstrar como a história era marcante, inclusive para o melhor amigo do homem.


Este filme saiu ainda antes do escândalo de Bill Clinton com Monica Lewinsky, apesar das semelhanças entre os dois. Mas também estabelece semelhanças com o mandato de George W. Bush e provavelmente aparecerão também semelhanças com o próximo mandato. Quero com isto dizer que este não é um filme sobre um presidente em particular. É um filme sobre política e toda a desconfiança à volta dela. É um filme sobre a desconfiança por vezes paranóica sobre a falta de ética na política.
Se há alguma unanimidade nas sociedades democráticas modernas concentra-se no universal desprestígio do político. Por onde se vai observa-se, da parte do cidadão comum, uma profunda hostilidade ou sarcasmo dirigido a ele. Considerando-os uns tipos suspeitos e oportunistas que apenas se interessam pelos seus ganhos e pela sua reeleição.Esse descrédito, por extensão, termina por se estender para a política num sentido mais amplo, vista como uma prática malévola, que apenas desperta o lado mercenário e interesseiro das pessoas, e não como o estuário natural onde desaguam os interesses legítimos e conflituantes da sociedade civil.




A ética pode ser definida como a parte da filosofia que aborda os fundamentos da moral, o que concerne aos princípios da moral e a ordem social aquilo que orienta a organização das relações Sociais, em oposição à moralidade, que enuncia os princípios da acção individual. A ética define directamente a forma de comportamento social de um indivíduo ou de um grupo humano (roupas, comportamento e cultura). O tipo de “crise política” apresentada no filme sugere algumas reflexões sobre o problema da ética na política. O político, na sua capacidade de definir instituições e tomar decisões estratégicas na vida das nações, tem uma influência sobre a vida das pessoas maior do que a de qualquer outra profissão.
A ética da política, porém, não é a mesma ética da vida pessoal. É claro que existem princípios gerais, como não matar ou não roubar, mas entre a ética pessoal e a ética política há uma diferença básica: na vida pessoal, deve-se esperar que cada indivíduo aja de acordo com o que Max Weber chamou de ética da convicção, ou seja, a ética dos princípios morais aceites em cada sociedade; já na política prevalece a ética da responsabilidade.A ética da responsabilidade leva em consideração as consequências das decisões que o político adopta. Em muitas ocasiões, o político é obrigado a tomar decisões que envolvem meios não muito nobres para alcançar os objectivos públicos. O político, por exemplo, não tem alternativa senão fazer compromissos para alcançar maiorias.

A expressão "ética da responsabilidade" vem de um princípio clássico republicano de Maquiavel de que “os fins justificam os meios”. Para o fundador do republicanismo moderno, o interesse público era o critério essencial, mas, diferentemente do conceito de ética da responsabilidade, ele justificava praticamente qualquer meio desde que visasse o interesse público.

Há certos casos em que a imoralidade é apenas em relação aos meios, outros, apenas quanto aos fins, mas geralmente são uma imoralidade tanto quanto aos meios quanto aos fins: o político usa quaisquer meios para atingir os seus fins pessoais. Nesse caso, temos a imoralidade absoluta, o oportunismo. Como escreveu Epicuro (341-270 a.C.) “O sábio não participará na vida pública se não sobrevier causa para tal.” Esta frase – tal como o próprio filme - vem demonstrar, exactamente a separação entre ética e política. Ou de outra maneira: mostra como a ética pessoal é diferente da ética política.

O presidente acaba por ser reeleito com 89% dos votos e o produtor Motss não se sente satisfeito por ter sido o slogan “nunca troques de cavalo a meio do rio” a ficar com os louros e por ter sido apontado como o responsável pela vitória. Nessa altura Motss dá-se conta que aquilo foi o melhor trabalho da sua vida como produtor. E não ser reconhecido mais uma vez acaba por o irritar e fá-lo revoltar-se.
Motss quer agora contar a verdadeira história para lhe reconhecerem – finalmente – o mérito como produtor. Por uma vez na vida ele quer ter o mérito do seu trabalho.

Que decide Conrad fazer perante isto? Ressuscitar uma das maiores imoralidades actuais: matar. Manda matar Motss, com o propósito de salvar o recém reeleito presidente, mais uma vez.

O final vem resumir tudo o que foi feito ao longo do filme: imoralidades. Imoralidades políticas para se ganhar uma eleição. O filme não passará, por ventura, de um exagero completo à volta da política, mas mesmo assim representa-a de forma algo credível.










Que faz este senhor aqui? Óbvio, não? Não é este o homem um dos maiores manipuladores de informação da actualidade?

sábado, 12 de janeiro de 2008

Cassandra's dream


Fui hoje ver o novo filme de Woody Allen. O filme passa-se em Londres e trata da história de dois irmãos, um deles Terry (Colin Farrel) é viciado no jogo e acaba por contrair uma dívida enorme e o outro Ian (Ewan McGregor - aprovadíssimo), sonha em ter um grande negócio e apaixona-se por uma actriz. Então recorrem a um tio rico que sempre os ajudou, mas que desta vez lhes pede um favor inesperado. Os acontecimentos precipitam-se e conduzem a um final digno da mitologia grega.
As críticas não o têm favorecido, talvez porque desta vez não tem Scarlett Johansson, mas eu, que não sou conhecedora das lides do cinema e nem merecedora de credibilidade, digo que é um filme que não desiludirá, principalmente a quem gosta de Woody. Conhece bem o comportamento humano, as patologias da personalidade e sabe como ninguém causar o efeito do inesperado.
Mas como ele próprio disse "I don't want to achieve immortality through my work... I want to achieve it through not dying".

Covilhã


Tempestade sexta-feira de manhã na Covilhã.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008



terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Haha, parte III

sábado, 5 de janeiro de 2008

Mr and Mrs Simpson

Gravidade

E lá em cima...




Kamasutra sem limites.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Magazine my pic

Queres ser capa de revista?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Pergunta:

Será que em Itália também há telepizza e pizzahut?

Desta vez são 366 dias

Esta passagem de ano foi diferente. Não começou com o pai a dizer para não me embebedar muito, a mãe a dizer para não andar de carro, nem sem o casaco na rua. Sem os rapazes reclamarem do jantar, sem bebedeira. Sem festejar a passagem de "año española" às 11 da noite antes da portuguesa, sem as minhas melhores amigas a serem as primeiras a dar-me um abraço e um beijinho de parabéns, sem uma mensagem de não parabéns do bill. Com vontade de tapar os ouvidos quando os cantavam e deixar as velas arderem até ao fim sem as apagar. A ouvir os foguetes por todo o lado, menos ali... porque é uma unidade de cuidados intensivos. Não andava com muita vontade de festa, mas trabalhar é a pior maneira de começar um ano.


Enfim, estas altura são sempre de balanço do ano velho e desejos para o ano novo. Ora bem, o meu último balanço de 2007 é 46,3kg (hehe) e para 2008 desejo pedir o mesmo desejo todos os dias, não quero que se realize, só que seja o desejo de 2008, durante 366 dias.

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