quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

«Cloverfield»



Sempre disse que queria seguir jornalismo para chegar mais perto de quem admiro, e conseguir entender o mundo mais rápido que o tempo o leva. Nos dias em que não fazia nada, divertia-me a fazer "refresh" nos sites de "informação minuto a minuto", como o expresso e a reuters, e imaginava-me a descobrir assim muita coisa como eles. Agora contribuo para quem gasta furiosamente a tecla do rato, procurando saber mais e mais. E é bom.
Esta noite fui à ante-estreia do filme «Cloverfield», de que não esperava nada a não ser mais um comercial no género do Godzilla ou do King Kong. Um monstro a destruir as ruas de Nova Iorque?; mais um filme para a SIC exibir na modorra da tarde de domingo, pensava eu. Mas afinal não. A Lusomundo e a Yorn promoveram algo diferente: uma sessão de cinema no metro. Então lá fui, com o camera, fazer cobertura deste insólito. Li muito sobre o filme sem nunca descobrir a razão em concreto de ser lançado no metro, mas pensei que o barulho da estação pudesse dar mais realismo ao monstro de Mahnattan. Afinal a ideia do metro pouco importou, o filme em si é bom. Produzido por J.J. Abrams, criador do «Lost», e da «Vingadora», o filme conta com a emoção e suspense das mesmas séries (a verdade é que nunca as segui, mas sentia isso quando via). O filme documenta a fuga de cinco jovens ao monstro, no género «Handycam». Mas «Cloverfield» surpreendeu quem pensava que o filme não ia ter qualidade de imagem, como «O projecto de Blair Witch». O filme «Cloverfield» tem a rapidez da «handycam» mas a qualidade de uma câmara profissional, é mesmo um projecto a sério. E as reviravoltas que há nos dez minutos finais, deixam-nos sempre à espera do momento em que, como um vídeo "caseiro" normal, a câmara cai no chão e o filme acaba. Mas o realizador atrasa o momento, e com um registo extremamente moderno, as personagens salientam constantemente a importância de gravar aqueles instantes de total destruição de Nova Iorque. Há máquinas digitais e telemóveis em punho por todo lado, porque hoje em dia as pessoas não fogem só: tiram fotografias para mostrar aos amigos, mandam MMS ao mesmo tempo que as coisas acontecem, para mostrar aos amigos, nessa necessidade louca de mostrar que estão a viver algo completamente insólito, digno de filme e reportagem, fazendo inveja aos outros. Há também temas actuais e piadas com jeito. Confesso que também me conseguiu dar volta ao estômago, e quando isso acontece é sinal que o monstro não é mesmo ridículo e todo o terror não é gratuito. Gostei sim, e no final o Markl disse-me que também tinha gostado, que era um bom filme de série B. No início, o Rui Pedro Tendinha segredou-me que ainda não tinha visto o filme, caso lhe fosse pedir para desvendar um pouco, como crítico que é (espero que ele não leia isto, porque é o nosso segredo =)).
O monstro de «Cloverfield» é horrível, nojento, e enorme. Mas gostei. E mesmo que o Rui Pedro e o Markl nunca mais se lembrem de mim, nunca me vou esquecer do sorriso com que responderam à minha voz de miúda e ao meu metro e meio a fazer as perguntas mais simples e que toda a gente faz: "o que é que esperas/o que achaste do filme?".

Bem, e aqui fica a notícia sobre o evento...

3 Comentários:

PL disse...

Markl e Tendinha... dois ícones nacionais da crítica de filmes. Bem, o Markl é mais polivalente... as suas críticas abordam sempre assuntos mais variados. Basta ver o blogue dele. O Tendinha conheci-o através da já extinta Premiere. Era aquele gajo que dava 5 estrelas aos meus filmes preferidos e o que fazia sempre a crítica mais original, mais directa, mais culta... O Tendinha foi, durante muito tempo, o meu crítico de cinema favorito. Só não continua a ser porque não tenho lido nada do que tem escrito. Gostava de saber qual a sua crítica ao Eastern Promises por exemplo.

Ou seja, QUE GRANDE NOITE TIVESTE!

Ah e o filme. Estou curioso pelo filme, sem dúvida, mas agora tenho é de fazer os meus. Estas semanas vá.

i disse...

E assim se fez uma crítica de cinema!
ganda orgulho fati!

Anónimo disse...

WOOOOOW! Filme lindo! Lindo! Lindo! E ainda por cima tive a oportunidade de ver a Fatinha em acção! eheh ;)

Go Fati! Go Fati!

xD

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