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sábado, 24 de outubro de 2009

4 e 5 de Dezembro vão ser WOOHOO!

VOXTROT!!!
BEACH HOUSE!!
PATRICK WATSON!

No Super Bock em Stock, que se lixem os U2, en definivo!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O blog indie(pendente)

O Belogue, assim como eu, precisava duma mudança radical e, portanto, aproveito para comunicar que rapei o cabelo a máquina 2... Mentira =)

Sempre foi muito ambíguo, até porque no início tínhamos o objectivo de recuperar o "belógue pai". Mas esse foi-se perdendo e foi ficando cada vez mais à deriva.

Precisava dum rumo. Já tinha tido esta ideia há alguns meses, mas demorei a pô-la em prática , por causa da controvérsia que levantou o movimento Indie, pricipalmente dentro da minha cabeça.

Eu não compreendo esta necessidade que as pessoas têm agora de estereotipar tudo, estilos de música, tipos de comida, maneira de vestir... E mais! Já não é a primeira vez que se fala aqui nisso, a necessidade que essas mesmas pessoas têm em pertencer a cada um desses estereótipos.

Claro que todos sentimos necessidade de aceitação, mas na minha opinião e não tenho uma auto-estima assim tão grande, acaba por perder-se um pouco a identidade, ou não?

Ao contrário daquilo que a maioria pensa, o movimento indie surgiu, nos anos 40, através do cinema, em projectos que mais arrojados, que eram considerados "extra-Hollywood".

Contudo, foi com o movimento hippie e com o surrealismo, quando surge uma maior necessidade de afirmação e um forte apelo à liberdade, que se destacou. Na década de 90 adensou-se com a quantidade de bandas que, independentemente do género que tocavam, a maioria britpop, rock (alternativo ou psicadélico), grunge, punk, etc., viam as suas carreiras serem lançadas por editoras ditas menores, como os Sonic Youth, The Rose Stones, entre muitos outros. Ser indie, era já, de certa forma, por marcar a diferença uma maneira de alcançar a fama. E aqui começa o desentendimento quanto à sua definição, porque se por um lado se queria manifestar uma ideologia, por outro, o capitalismo apoderava-se do nome do movimento.

Para além das produtoras e editoras independentes, o Indie é um estilo de vida. Como?

Primeiro devo frizar que, as linhas a seguir não passam duma opinião, mais ou menos formada, do que é para mim o Ser Indie.

O Indie é um ser tudo e não ser nada, é um egocentrismo altruísta, um olhar para si, sem deixar de olhar para os outros e absorver tudo o que há neles que quero que haja em mim. É um culto de si próprio. Absorver o máximo de influêcias, desde Tindersticks até Tony Carreira (porque não?), desde que isso possa contribuir para o meu enriquecimento pessoal.

Não é uma maneira específica de vestir, um determindado estilo de música, um penteado igual ao dos amigos, é marcar uma pseudo-diferença. Porquê?

Porque ainda que se queira ser diferente, nunca se é completamente original. É quase indefinível, é o cúmulo da ambiguidade. Ser independente é aceitar todas as influências que a nossa vivência nos traz e dar-lhes um toque pessoal. Eu costumo chamar-lhe "o estilo de vida dos bocadinhos", porque cabe um bocadinho de tudo.

Eu não gosto de estereotipar, ainda que seja inevitável fazê-lo e até mesmo fazer parte de alguns estereótipos, mas enfim, creio ter deixado claro porque é que agora o BELOGUE é independente...

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