segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Habitués do Cinema: realizador & protagonista

Há realizadores que não escondem as suas preferências em termos de actores para protagonistas dos seus filmes:

Tarantino e Uma Thurman (Pulp Fiction, Kill Bill)

Scorsese e Leonardo DiCaprio (Diamante de Sangue, Entre Inimigos)

Cronenberg e Viggo Mortensen
(Uma História de Violência, Promessas Perigosas)

Woody Allen e Scarlett Johansson
(Match Point, Scoop)

Wes Anderson e Owen Wilson
(Os Tenenbaums – Uma comédia genial, The Darjeeling Limited)

Christopher Nolan e Christian Bale
(Batman Begins, Batman)

Tim Burton e Johnny Depp
(Charlie e a Fábrica de Chocolates, O Estranho Mundo de Jack)

Pedro Almodóvar e Penélope Cruz (Tudo Sobre a Minha Mãe, Volver, Los Abrazos Rotos)

(Actualizado)

«Sexo e a Cidade»: trailer do filme já disponível

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

QUE DIA F***** QUE EU TIVE

Este post é um pouco intimista, mas é quase impossível acreditar no dia que tive hoje, e que ainda não acabou, o que me faz pensar no que ainda virá aí.

Saí do trabalho às 9 da manhã e resolvi ir às compras à baixa com a minha colega A., que se tinha esquecido do telemóvel no café dela. Fomos buscá-lo.

Café esse que fica por baxo do prédio onde uma ex-amiga C. (se é que existe tal coisa) morava. Contei todas as peripécias à A. que nos levaram a deixar de falar e iam duas senhoras à minha frente a dizer que iam apanhar o autocarro 36, o mesmo que nós. A A. disse "uma delas é professora primária, era directora na escola onde eu andei". Tudo bem até aqui. Lá ficámos ao pé das senhoras até que eu encaro com elas e vejo que era a madrinha dessa tal ex-amiga C. Perguntei se se lembrava de mim, olhou-me durante um pouco e lá me reconheceu. A C. tinha cortado relações com ela também e ainda fiquei a saber coisas piores do que as que julgava saber. COINCIDÊNCIA Nº 1.

Chegou o autocarro, entram na mesma paragem uma cambada de ciganas, uma delas (puta de merda) a tratar mal a filha, bateu-lhe e tudo. Começámos a comentar entre nós, os passageiros do fundo do autocarro, até que um diz "tenho uma netinha pequenina, é tudo para mim, só ainda tem duas semanas e já foi operada ao coração e tudo". Perguntei em que hospital. Claro, no serviço onde trabalho, a bebé M. Saiu antes, desejou Bom Natal. COINCIDÊNCIA Nº2.

Chegadas à MNG, à procura de uma peça em especial não havia em nenhum lado a não ser: "só se a menina tiver maneira de ir à Guarda, é o único sítio onde há". Havia, acabou minutos antes de eu telefonar para a loja. COINCIDÊNCIA Nº3.

Resolvi ir a uma avenida de lojas onde havia o número a seguir ao meu, por pura teimosia, fui todo o caminho a lamentar-me que queria aquela porcaria, nem que tivesse de correr Lisboa inteira. Perdi o passe pelo caminho. BEM FEITO!

E para nada, nem tamanhos grandes, nem o diabo. Lá voltei para o metro para pedir uma 2ª via do passe, a senhora da bilheteira disse que os faziam de um dia para o outro nessa mesma estação, mas que tinha de ser do outro lado (alameda, é enorme, quem conhece, sabe o que digo). Quando me dirigia para lá vi a filha do patrão da minha mãe. COINCIDÊNCIA Nº 4.

Quando voltava para apanhar o metro para o Campo Grande vi uma amiga minha, que morou comigo no primeiro ano e da qual perdi o contacto, porque ela vai raríssimas vezes à net e nunca nos encontramos. Porque lhe roubaram o telemóvel pouco depois de ter comprado casa própria. E porque dias depois de um encontro casual no ano passado, roubaram o meu. COINCIDÊNCIA Nº 5.

Depois disto só me apetecia chorar, desaparecer, afecta a pessoa menos supersticiosa. Andei toda desconfiada até chegar a casa, não passei sinais vermelhos e não tenciono voltar a sair hoje.
FOI, OU ESTÁ A SER O DIA MAIS ESTRANHO DA MINHA VIDA!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

El Buen Portugues

Estava eu a tentar dormir, quando dou comigo a pensar numa coisa que a Izis disse há tempos sobre que na língua espanhola,as palavras, se escrevem como se dizem. Por coincidência ou não, tenho andado cada vez mais a pensar numa palavra portuguesa que vem dar razão à Izis e a todas as pessoas que dizem que os portugueses são uns bananas. Muita gente critica o país, a sua política, a sua cultura e as suas gentes, como se tivesse vivido no estrangeiro, no melhor país do mundo, e tivessem sido arrastados para Portugal.
Mas vamos lá a ver… é aqui que ligo o que disse primeiro, sobre escrever como se lê. Em Portugal cada vez se fala pior. E o melhor exemplo para isso é a palavra piscina. Como é que se escreve a palavra? P-I-S-C-I-N-A, não é? E como é que a maior parte das pessoas a pronuncia? Pechina (sim, a fazer o bico com os lábios), certo?
Como é que se consegue substituir um I, um S e um C por um E, um C e um H? Para mim continua a ser português. O português da mania, pois claro.
E esta maneira de dizer até era próprio das pessoas da cidade, que iam para a aldeia com a mania que vinham da capital. Mas actualmente, as pitas, pitos mais "à frente" e as tias que vão ao ginásio da vila mais próxima e se querem sentir inpendentes têm de o dizer, se não são ostracisados.
Dizer pechina é uma forma de dizer piscina mais rápido? Não é. É só uma forma de tornar uma coisa que costumava ser agradável, numa palavra rabichola, que até dói ao ser ouvida.
Com certeza que eu não tenho o melhor sotaque de Portugal, mas tento respeitar o português. Quando não o respeito, tento emendá-lo e aprender. Mas piscina nunca me enganei a dizer, mesmo não sendo o melhor nadador do mundo.
Este post serve para quê? Para mudar a maneira como os portugueses dizem a palavra? Não, claro que não, porque muito provavelmente, mais ninguém vai ler isto. Mas penso que farei pensar as pessoas que o lerem. Pelo menos, quem ler, terá de pensar em desculpas por chamarem àquelas banheiras gigantes cheias de água aquele nome “agayzado”.

Gostar ou não do Natal - eis a questão

lume_thumb.jpg

Recentemente, perguntaram-me se eu era o Grinch lá de casa. Um pouco, mas não completamente. Até gosto do Natal. Mas só naquela pequena aldeia "atrás do sol-posto", onde faz tanto frio que só o chá a escaldar me aquece as mãos, e as labaredas do lume queimam-me a ganga das pernas de tanto "me arrumar" à lenha que crepita a vermelho-quente na lareira. E não importa que o meu casaco cheire a fumo, porque não é de tabaco, é do lume. Adoro sentir a cara a queimar e os olhos hipnotizados pelas labaredas. Até gasto alguns guardanapos a brincar com o lume, porque adoro ver arder, pela explosão de luz que se cria. E paro quando me lembro que a brincadeira não é lá muito correcta para com as árvores. Mas todos os anos mantenho a tradição dos guardanapos e chá ao lume.
Não gosto da ideia de "dar presentes porque é Natal", mas agrada-me saber em segundos os nomes a quem daria presentes em qualquer altura do ano: e são esses que vão receber presentes meus dia 25 de Dezembro. Até podem ser chocolates, porque não sou muito paciente em lojas, e porque acho que a ideia de me ter lembrado de tal pessoa, é suficiente.
Não vou ficar deprimida porque o Natal inspira o espírito consumista, e porque há cadeiras vagas no jantar de família. Não vou ser refilona e do contra porque sim. O Natal não é assim tão mau.

E mais uma vez Fernando Alvim complementa a minha opinião:

"De resto, se querem saber nunca percebi esta esquizofrénica preocupação das pessoas em desejarem umas às outras “ Boas Festas” ou “ Feliz Natal”. Mas com o diabo, o que pode correr mal no dia de Natal? Falhar a luz? Queimar em demasia o leite-creme? A avó engasgar-se com uma noz? Sejamos francos, é só um dia, uma noite só, que às duas da manhã mais coisa menos coisa, já deve ter acabado para a grande maioria, porque mais uma vez alguém se enfrascou em demasia.

Agora, se me falarem sobre o “ Bom Ano!” aí, a história muda. Porque um ano são muitos dias, muitas semanas, muitas manhãs a correr os riscos inerentes ao trânsito, às vicissitudes do dia-a-dia. Pode-se ter um AVC a qualquer altura e cair redondo no chão. Ah pois! Aí sim, Medinho! Faz todo o sentido: alguém nos deseja bom ano e vos garanto que não o faz por umas horitas, por uma noite igual às outras mas sim 365 dias em que isto pode acontecer. Se bem, que na noite de Natal há pessoas que têm a mania de não chegarem ao ano novo, o que é desagradável - sobretudo se já tiverem comprado as passagens para ir a Times Square Garden ver os papelinhos a caír.

Onde íamos? Porque é que eu gosto do Natal agora, não é verdade? Não faço ideia, foi de repente, comecei a gostar. Acho que ficava triste porque me habituei a isso. Porque era parvo. Dizia para mim, “É Natal, está frio e está na mesmo na altura de ficar deprimido!” e ficava
."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Ninjas

Venham conhecer o maravilhoso mundo dos ninjas.

Homens no trabalho =)

Começa em português! "CAVALINHO NA FEIRA A CORRER!"

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Destaque da Semana

EasternPromises_thumb.jpg

«Eastern Promises», novo filme de Cronenberg, é sem dúvida soberbo.

No Hospital londrino de Trafalgar, uma rapariga russa dá à luz uma menina e morre. Resta o seu diário. A parteira, representada por Naomi Watts, fica curiosa, e pede ao tio, também russo, para traduzir. É então que entra no mundo da máfia russa em Londres, e o patriarca faz de tudo para que a verdadeira estória da menina que morreu não se descubra...
Nú e cru, «Eastern Promises» faz-nos contorcer na cadeira a cada minuto, e sorver cada pedacinho como se da nossa própria vida se tratasse. Cronenberg faz-nos viver o filme com medo e ansiedade, trazendo a violência e o sangue de maneira tão forte para que sintamos que o que se vê acontece, e podia ser mesmo real.
Viggo Mortensen é a essência do filme. De olhar cortante, comportamento misterioso e subtil, Nikolai, o motorista da família russa, repete à desconfiada parteira que é apenas o motorista, distanciando-se das atrocidades da família para que trabalha. Mas há nele qualquer coisa de estranho pela maneira como não sofre naquele mundo sangrento: parece imune a tudo...
De facto, a aliança Viggo/Cronenberg parece mais forte desde «Uma história de violência», e diz-se que ambos se superaram neste filme.

325422_thumb.jpg

Vi o filme no Sábado à tarde, com um grupo atrás de mim a gemer a cada cena mais agressiva, e a comentar "isto não é filme para um Sábado à tarde". Estava mesmo com vontade de lhes responder que fossem pra casa ver um filme estupidificante na SIC ou TVI.

easternpromisses_07_thumb.jpg

«Eastern Promises», já conta entre os meus 30 filmes preferidos.

O Jél é grande...

... e neste vídeo foi maior ainda.



Mas mesmo assim, penso que não conseguiu ser tão ridículo como a situação pedia.

Is Europe a Country?



Oh, pois é, mais um vídeo, mas não resisti.

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