Simpsons vs Pamela Silicone Anderson
Quem vê os Simpsons desde pequeno sabe que não há «mensagens subversivas» na série. Os Simpsons fazem uma caricatura da sociedade moderna com sentido de humor, mas sem incentivar a nada. Aliás, as tropelias do Bart são próprias de qualquer miúdo (fisgas, telefonemas anónimos), e se por vezes exagera temos do outro lado a Lisa, um exemplo de jovem estudiosa, interessada e activa. O Homer é boémio mas a Marge não é propriamente adepta das suas bebedeiras, pelo que temos sempre um pouco de moral na sua personagem. De qualquer modo, não acredito que sejam as séries que vemos que nos modelam. Claro que nos podem dar ideias estúpidas, mas só as pomos em prática se na nossa educação tenha sido transmitida a ideia de que «não faz mal». Acredito que isto se aplica na nossa geração, mas compreendo que seja mais difícil de aceitar nos tempos de hoje, em que as crianças parecem ter tendência a ser emancipadas muito cedo e defender que já são grandes para sair à noite aos 11 anos. Talvez a linha que separa os «grandes» dos «pequenos» se tenha destruído com a ideia de que todos podemos fazer «tudo», e a palavra «perigoso» deve ter sido extinta do dicionário neste novo acordo ortográfico, para que tudo seja mais «fácil».
Só isso pode explicar que na Venezuela prefiram que crianças vejam as mamas de silicone da Pamela Anderson em vez parvoíces do Bart, às 11 da manhã. Mas será que colocar a série dos nadadores-salvadores giraços e tonificados à hora que começa o dia das crianças não vai deixar esta nova geração tão sensível e influenciável com complexos físicos precoces?
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Quando há uns anos tive contacto com o primeiro GTA, jogo de roubar carros e matar pessoas da forma que quisessemos, ouvia constantemente dizer que tinha sido proibido em vários países. Sempre achei que eram mariquices. Jogo daqueles só afectam garotos burrinhos, sem noção de realidade, que não conseguem diferenciar virtual e real.
O mesmo se passava com o Dragon Ball quando aquela notícia, verdadeira ou não, do garoto que saltou duma varanda e chamou a nuvem mágica.
Claro que eu nunca deixei de me armar em Songoku ou em gajo do GTA, mas eram só brincadeiras imaginadas, tal como no jogo, bem separadas da realidade.
Mas que tentei concentrar as minhas forças para fazer uma bola de energia tentei...
Pois, uma (ou várias) vezes, tambem tentei transformar-me em super guerreiro.... e JURO que um dia quase consegu
«Talvez a linha que separa os grandes dos pequenos se tenha destruído». Cada vez mais essa fronteira se confunde. Os miúdos são (ou querem ser) adultos cada vez mais cedo e os adultos saem de casa dos pais cada vez mais tarde e são jovens até cada vez mais tarde. Quebrou-se a ideia de que ser criança é bom e que deve ser aproveitado.
Por outro lado, denota-se uma cada vez maior «esquizofrenia» em relação aos desenho-animados, somos cada vez mais inimigos uns dos outros, tudo é pensado para saber se há segundas intenções na mensagem! Sinais dos tempos? Talvez...
P.S.: Escrevi duas peças sobre jovens relacionadas com isso. Ficam aqui :p
http://diario.iol.pt/sociedade/jovens-juventude-comportamentos-atitudes-preferencias-estudo/924031-4071.html
http://diario.iol.pt/sociedade/jovens-juventude-comportamentos-atitudes-preferencias-estudo/924060-4071.html
pois, parece-me que as marés vivas não são grande influência. além disso os simpsons sao bem mais divertidos.
eu cá acho que as nadadoras salvadoras das marés vivas deixam qq pessoa com vergonha de ir a praia =P já os simpsons é mais "ainda que não sou amarela", o que visivelmente aumenta a autoestima ;)
Se se fizesse uma sondagem, queria ver qual das duas escolheriam os miúdos. Os adultos são mesmo imbecis.
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